Receiving | Perceiving English Literature

We are celebrating Angela Carter’s legacy in 2017, which marks the 25th anniversary of her death. The Get Angela Carter 9 festival has been hosting and promoting various activities and events in Bristol and beyond, marking Carter’s connections to the West Country (1961-76).

This year also marks the 40th anniversary of her visit to Portugal (in early August 1977) and what she described as ‘something gripping, twelve days of exhibitions, debates, films, performances and God knows what else besides’ (“Bread on Still Waters”, New Society). The two journalistic pieces she wrote on the international Meeting of Art festival in Caldas da Rainha portray the challenges readers face with her work: to dare ponder, besides recognizing difference, as we must ‘learn to cope with the world before we can interpret it’ (“The Better to Eat You With”, Shaking a Leg).

Even if Carter proved adverse to categorizations, and she referred to her occupation as journalist (Gordon 2016, 38),9 the approaches to her images and narratives have ranged from feminist to 9 socialist, from surrealist 9 to post-modern 9. In what is now the third moment of the project “Receiving | Perceiving English Literature”, this multidisciplinary group and guests read Carter from diverse areas of knowledge – as literature, translation, gastronomy, design and music – confirming how her work potentiates diverse forms of reception.

Em 2017 celebramos o legado de Angela Carter (1940-1992), pelo 25º aniversário de sua morte. A iniciativa Get Angela Carter tem vindo a promover várias atividades e eventos em Bristol e não só, enfatizando a vivência e as experiências de Carter no West Country (1961-76).

Este ano celebramos também o 40º aniversário da sua visita a Portugal (no início de Agosto de 1977), que descreveu como ‘algo emocionante, doze dias de exposições, debates, filmes, performances e Deus sabe o que mais’ (“Bread on Still Waters”, New Society). Os dois artigos jornalísticos que escreveu sobre o Encontro Internacional de Arte nas Caldas da Rainha retratam os desafios que os leitores enfrentam com o seu trabalho: ousar ponderar, para além de reconhecer o diferente, como ‘aprender a lidar com o mundo antes de podermos interpretá-lo’ (‘The Better to Eat You With’, Shaking a Leg).

Carter mostrou-se adversa a categorizações, referindo que a sua ocupação continuaria a ser a de jornalista (Gordon 2016, 38), mas as suas narrativas têm sido interpretadas desde leituras feministas, às socialistas, de surrealistas, a pós-modernas. Naquele que é agora o terceiro momento do projeto “Receiving | Perceiving English Literature “, esta equipa multidisciplinar e os seus convidados lêem Carter a partir de diversas áreas do saber – como sejam a literatura, tradução, gastronomia, o design e a música – confirmando como o seu trabalho potencia diferentes formas de recepção.

Maria José Pires
ULICES / Estoril Higher Institute for Tourism and Hotel Studies
CEAUL / Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril 

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