Relocating Adaptation: William Blake

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Relocating adaptation: William Blake

As the 21st century advances and a new digital paradigm becomes evident, it is time to rethink the way in which literary objects are reinterpreted play and/or reinvented play. Since its embryonary times (Bluestone, 1967),link adaptation play studies have been associated with literature and film, frequently subjecting adaptations to literature’s prevailing cultural status and ignoring other forms and media. The rise of other media and particularly of new types of audience participation and reception play led the discussion into the domains of media convergence and participatory culture (Jenkins, 2006).link

To revaluate literary forms as they become part of today’s digitally interactive society is both academically relevant and culturally significant, as adaptations mirror both innovative takes on literature and important trends in contemporaneity. Furthermore, in a time of immediacy, the present has probably never been as defining and illusive as it is now: we are both constantly defined by an ever-changing present and haunted by an ever-growing nostalgia. Again for the interplay between past and present they almost always propose, adaptations, in whatever form they take, are valuable instruments into understanding contemporary societal challenges. To receive/perceive William Blake linktoday is also to look both into past and present adaptations of his work, from the (un)typical cinematic adaptations – Dead Man (Jarmusch, 1995),play play Red Dragon (Ratner, 2002),play play Last Days (Van Sant, 2006)play – to popular link and commercial play objects bringing the poet/artistic engraver/visionary back to life.

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William Blake (British, 1757-1827). The Great Red Dragon and the Woman Clothed with the Sun (Rev. 12: 1-4), ca. 1803-1805. Black ink and watercolor over traces of graphite and incised lines, Image: 17 3/16 x 13 11/16 in. (43.7 x 34.8 cm). Brooklyn Museum, Gift of William Augustus White, 15.368 (Photo: Brooklyn Museum, 15.368_SL1.jpg)

À medida que o séc. XXI avança e um novo paradigma digital se torna evidente, é tempo de repensar a forma como os objectos literários são reinterpretados play e/ou reinventados play. Desde os seus primórdios que os estudos de adaptação têm sido associados às relações entre literatura e cinema (Bluestone, 1967),link frequentemente sujeitando as adaptações play ao estatuto cultural prevalente da literatura e ignorando outras formas e media. O aparecimento de outros media e particularmente de novas formas de participação e recepção play introduziu no debate as noções como “media convergence” e “participatory culture” (Jenkins, 2006).

A reavaliação das formas literárias à medida que estas se tornam parte da actual sociedade digital e interactiva é ao mesmo tempo academicamente pertinente e culturalmente relevante: as adaptações espelham abordagens inovadoras à literatura, ao mesmo tempo que revelam importantes tendências da contemporaneidade. Além disso, num tempo marcado pelo imediatismo, o presente talvez nunca tenha sido tão definidor e ilusório: somos simultaneamente definidos por um presente em constante mudança e ensombrados por uma crescente nostalgia. De novo o diálogo entre passado e presente que as adaptações, qualquer que seja a forma que assumem, habitualmente propõem, torna-as em preciosos instrumentos de compreensão dos desafios societais contemporâneos. Receber/Perceber William Blake link hoje significa também olhar para adaptações do seu trabalho, do passado e da contemporaneidade, das (a)típicas adaptações cinematográficas – Dead Man (Jarmusch, 1995), play play Red Dragon (Ratner, 2002),play play Last Days (Van Sant, 2006)play – aos objectos populares link e commerciais play que devolvem o poeta/artífice gravador/visionário à vida.

Ana Daniela Coelho
ULICES / School of Arts and Humanities │University of Lisbon
CEAUL / Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa 

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